ana free


Não tenho cultura musical para opinar sobre esta jovem, mas gosto do seu estilo, da voz, ela escreve compõe e canta. Sinto que é uma artista que se aproxima e mostra como tudo é simples e que nos coloca à vontade.

paredes coloridas


Já que estou nesta de sonhos erguidos e sonhos desfeitos e no fim cada quem vai a sua vidinha, apresento aqui a capa dum livro para o qual fotografei em 2001. Rui-o nesse ano, a recém erguida casa dos sonhos de homens e mulheres que acreditavam ser possível viver da arte e da cultura e a ela entregarem-se de alma e coração sem que para isso pertencerem necessariamente a classes sociais altas. Dizia acerca deste livro intitulado "Paredes Coloridas", editado pela CMA, que nele acreditei como uma alavanca para um futuro como fotógrafo com oportunidade de realizar coisas úteis; se tão rápido nisso acreditei, mais depressa vi ruir o meu projecto. Convém esclarecer, para não ser tido como ingénuo, que estava ciente das dificuldades, sempre as conheci nesta área, mas mesmo assim, achei que poderia ser possível. Mas não foi. Tive com isto e outras coisas, os meus quinze minutos de glória e o consolo de ter dado a outros a mesma oportunidade. Aqui fica a capa do livro, não sei se ele estará disponível para venda, mas é uma bonita edição e dele guardo uma bonita recordação, tirando o ano que estive à espera da autarquia pagar.

num piscar de olhos I

Foi realizado em 1995/96 por José Gouveia jovem realizador aveirense. Foi rodado em Aveiro cidade e arredores. Envolveu muitas boas vontades e por isso foi feito, foi exibido em várias salas e teve um ou dois prémios e depois ganhou a empoeirada prateleira do esquecimento. O Zé tudo fez para ser um realizador, chegou a dirigir um documentário duma campanha contra a sida, que irei tentar trazer aqui este meio, e depois teve que fazer-se à vida, porque o cinema, as artes e cultura dão sustento sim, mas só para os filhos dos classes altas com costelas burguesas e ou politicas. Bem aqui deixo este tesourinho ao qual retirei alguns créditos porque era muito demorado para este formato.

num piscar de olhos II

os talentos da minha aldeia

Convêm-me dizer que isto aqui não é uma aldeia perdida num concelho perdido num distrito perdido, não senhor, isto é uma terrinha e pêras. Ele há: agricultores, areeiros, construtores civis, serviços de limpeza e domésticos, padeiros, empresários da hotelaria e restauração, um cangalheiro, doutores, engenheiros, professores, 2 arquitectos, um fotógrafo (eu) uma empresa de jardinagem, uma cantora com nome de caldo para tempero de cozinha; viveu cá um senhor inspector da PIDE, já morreu felizmente, (a este respeito contarei uma história qualquer dia) costureiras, alcoólicos, uns gansónias, músicos populares, um poeta, um regedor, (estes dois já cá não cantam) um presidente de junta de freguesia (o cangalheiro e da minha família) muitos emigrantes, figuras típicas também tivemos, mas esses já morreram e alguns gajos podres de ricos a pregarem moral que nem abades; também temos um, não sei onde pára, mas temos, isso não podia faltar. Bem, um pais dentro duma pequena aldeia, e pergunto: Com toda esta riqueza universal de homens e mulheres, porquê nos queixamos nós? Ingratos é o que somos, basta olhar em volta para ver a nossa grandeza, o futuro radioso que temos pela frente e cegos pela TV, ou sabe-se lá mais do quê, não o vislumbramos. Pobres de nós. Basta olhar para todos estes talentos para ter esperança no futuro, sem preocupações com aquecimentos globais ou novos pobres ou espécies em extinção, guerras, desemprego e o raia sete. QUAIS O QUÊ? Isso são coisas de maricas que não vêm uma ponta de um corno diante dos olhos e andam para ai aos caídos a queixarem-se de canto em esquina. O mundo, tem é que vir aprender connosco, isso sim, só isso bastava para que, desde aqui do alto da nossa pequenez, nos sentir-mos grandes e exemplares.

mudar de tema



Estejam atentos que em breve irei inaugurar uma secção carrinho de compras.

os pioneiros


Almeirim é sopa da pedra. Restaurantes pequenos e grandes com referências à sopa da pedra por todo lado. Como frequentador que sou, penso que eles já tiveram melhores dias e que a sua imagem terá sofrido com algumas autênticas fábricas de fazer sopa. Bom, mas isso não é problema que me tire o sono, como profissional tenho os meus.
Os posts que se seguem são para mim um bom exemplo comercial; por um lado a sua história familiar entorno de um produto, que é sempre uma mais valia muito forte, por outro, os valores intrínsecos à região; os touros.
Aqui deixo a grande imagem de marca do restaurante o toucinho em Almeirim, uma empresa familiar que nasceu em 1962.